7 de jul. de 2009

Saudade antecipada

Pois é, esse final de semana realmente me dei conta de que o conto de fadas - Brasília e mil e uma noites, vai acabar.

O fato é que já estou sentindo falta dos amigos que eu não terei mais tão perto, das opções para almoçar ou jantar no final de semana, dos encontros casuais nos restaurantes de sempre, porque convenhamos, Brasília não tem tantos restaurantes bons assim.

Enfim, já tenho saudades de algumas coisas em particular, tipo FEIJOADA do Bar Brasília. Tenho que ir lá antes de ir embora. O André falou que quer se despedir do Bargaço e das Moquecas...

Vou sentir falta do velho e nã tão bom SABOR GLACÊ, onde eu e André somos conhecidos pelo nome, do Daniel Briand e seus quitutes fantásticos, do Z.u.u, do quitinete (menos do barulho que o bar ao lado faz, mesmo sem ter nenhum cliente), do quibe com coalhada do Turco do Giba, da academia (acreditem, vou mesmo).

Mais ainda, já sinto saudades dos beijos e dos abraços que não serão mais tão frenquentes dos meus pais, irmão, sogros, cunhado e cunhada, sobrinho, primos(as) e tantos outros amigos que já não tenho tão mais perto de mim agora.

O que me consola? O fato de que a internet está ai para diminuir essa distância e de alguma forma manter todos vocês parte das nossas vidas. Não será a mesma coisa, mas para mim significará muito, perceber que ainda estou presente num pedacinho das suas vidas!

No que depender de mim, como já tenho feito, continuarei participando vocês do que está acontecendo conosco. Deixem comigo. Agora de ferramenta nova, ninguém me segura.

É isso, em 15 dias estarei de malas lacradas, chegando em SP para os meus 15 dias de despedida.

Até mais.

1 de jul. de 2009

10 toneladas a menos e um novo sorriso

Finalmente onte, depois de reunir toneladas de papéis pude tirar uma sobrecarga das minhas costas. O problema não era exatamente a quantidade de papéis (que não vou mentir, não era pouca) mas a interligação que eles tinham. Alguns dependiam de outros e foram duas semanas preparando todos os documentos para que eu tivesse o trabalho apenas uma vez de ir ao cartório e a DP.

Hoje, apesar de exausta emocionalmente, estou feliz e bem mais relaxada. Agora existem poucas coisas nas minhas mãos. Pouco o que fazer até a mudança chegar em casa empacotar tudo e os compradores buscarem suas mercadorias.

Apesar de tudo ter corrido às mil maravilhas até aqui, não tenho dormido muito bem a noite. Acho que vou precisar de um calmante levezinho, pois isso está me deixando exausta também fisicamente.

Tenho muito que agradecer a Deus porque até aqui, ele me guardou e fez com que todos os meus “problemas” fossem resolvidos rapidamente. Tenho cada dia mais certeza que Ele já preparou uma casa/apto lindo, aconchegante e bem localizado para eu e o meu príncipe do Líbanos fazermos nosso novo ninho de amor. E claro, receber todos os nossos parentes e amigos.

Conto com todos vocês lá! Sem desculpas!!! Dessa vez a casa estará num lugar super convidativo…

Bye.

23 de jun. de 2009

Transformação

Sei que mencionei deixar aqui algo mais detalhado sobre o passo a passo da minha saída, mas sinceramente foi tudo tão tranquilo até agora que não vi motivo para tal.

Entretanto, já comecei a viver numa espécie de montanha-russa de sentimentos.

Nem sempre consigo perceber como estou me sentindo, mas assim como São Paulo, que passa pelas quatro estações do ano num dia, eu passo de feliz a angustiada, de animada a reflexiva e triste. E como se não bastasse isso, alguns deles parecem me levar para uma gangorra também, tipo hora estou com o sentimento extravasando, outra hora só quero me esconder em baixo da minha cama.

Muitas pessoas me perguntam se vale o esforço, a ansiedade e o desafio de largar tudo e todos para trás. Ontem, conversando com uma super amiga, quase meia-irmã, me veio a imagem da lagarta que passa um tempo enclausurada, fechada, sofrendo ou não, eu não tenho essa informação, mas enfim passa por um processo "dolorido" para depois desabrochar para uma nova experiência de vida. O que era "feio" (para alguns) agora é belo. Serão novas sensações, novas rotinas, novos processos para aprender e viver.

E hoje eu me sinto exatamente nesse período, onde eu estou mais reflexiva, menos expansiva, revendo meus pensamentos, as decisões que me trouxeram até aqui, aguardando o momento certo para sair e descobrir uma nova vida para mim. Nova em parte, é verdade, porque não quero trocar de marido, por exemplo. Mas acho que a experiência que vou ganhar ou conquistar nessa nova fase da minha vida será inesquecível, seja ela boa ou ruim. Tenho a sensação de que será em sua maior parte boa.

Engraçado é que fazendo uma breve retrospectiva essa não é a primeira vez que passo de lagarta à borboleta. E em todas as minhas fases, de borboleta e lagarta, aprendi muito, especialmente nesta.

Pra não ficar só filosofando, alguns insights sobre o processo de remoção nesta semana:

- "O" formulário dos carimbos - CHECK (carimbo de 10 seções diferentes)
- Solicitar férias - CHECK
- Agendar vistoria mudança- CHECK
- Consertar roupas e sapatos - CHECK- CHECK
- Lavar tapetes- CHECK
- Preencher formulários e mais formulários de mudança, banco, etc - CHECK- CHECK- CHECK
- Vender o que não for levar- CHECK

E assim vamos caminhando...
Até o próximo.
P.s. - prometo que não demorará tanto!

13 de jun. de 2009

E começou a contagem regressiva

Estava ansiosa para poder finalmente escrever este post. No último dia
10 saiu a portaria oficial na qual o meu destino pelos próximos 3 anos
foi selado-- Genebra, Suíca-- aqui vou eu!

Os próximos posts que vocês leram aqui serão resultao dessa
experiência que viverei nos 90 dias que vem pela frente, 60 ainda no
Brasil e outros 30 já em Genebra.

Família, não faltará detalhe para vocês! Posicionem o cursor,
acessem seus e-mails ou o blog e participem dessa nossa aventura.

Até o próximo capítulo!

Mica

Michele R. B. J. Bevilacqua
61 8127 1843
11 8629 4347

9 de jun. de 2009

Conhecem a via de mão dupla?

Tenho certeza que vocês já ouviram falar da via de mão dupla como
regra de trânsito mas quero falar da via de mão dupla onde se espera
algo igual ou de mesmo valor ao montante que fizemos.

Pois é, às vezes ela funciona, outras vezes ela encontra obstáculos
e desvios.

Veja o meu caso. Desde que me mudei para Brasília, morro de saudades
dos meus amigos e familiares e fiz de tudo para ir à São Paulo ve-los.

Talvez por essa comidade quase nenhum tenha feito o mesmo por mim. O
engraçado é que mesmo eles não conhecendo a minha casa, fizeram
questão que eu conhecesse a deles. E eu fui porque era importante para
eles e para mim.

Neste caso, as minhas constantes idas à SP foram o desvio desta via de
mão dupla.

Qual será o seu desvio?

Micarb

Michele R. B. J. Bevilacqua
61 8127 1843
11 8629 4347

2 de jun. de 2009

Convivência, intimidade, amizade e recordações

O título pode parecer de uma redação. Na verdade são palavras chaves do que eu acredito ser a resposta para entender como as pessoas entram, ficam ou passam pelas nossas vidas.

Sempre que convivemos muito com alguém podemos ou não ter intimidade com essa pessoa. E essa decisão de permitir que alguém se torne íntimo baseia-se nos mais variados conceitos. Confiança, afinidade, interesse, necessidade, carência, diversão.

Uma vez que você permite que determinada pessoa seja íntima, inconscientemente você deseja ser íntimo dela também. Bom, isso certamente ocorre em muitos casos. Entretanto, nem sempre o nível de intimidade que você cedeu à alguém será dado a você. Não é fácil perceber isso. E por esse motivo, muitas e muitas pessoas se magoam ao longo da vida. Às vezes o nível muda ao longo da vida dessas pessoas.

Quando conseguimos juntar convivência com intimidade podemos dizer que tal pessoa é nossa amiga pois partilha da nossa vida, das nossas alegrias e tristezas. Sem intimidade porém, temos apenas colegas, que nos fazem bem, de quem gostamos, mas que certamente ao mudarmos de emprego, escola ou cidade ficarão nas nossas lembranças mais remotas. Já sem a convivência, teremos amigos que habitarão algum tempo naquela lembrança saudosa que temos da nossa infância por exemplo. Mas em algum momento eles passarão a viver somente lá, pois aquilo que fazia dele um amigo, a convivências, as coisas em comuns , já não existirão mais. E as suas conversas quando acontecerem, serão sempre no passado.

Agora as recordações são muito importantes nas nossas vidas. Elas nos ensinam, nos aconchegam, nos dão força para seguir adiante, nos fazem rir ou chorar quando estamos sozinhos. Embora elas tenham alguns benefícios, podem tornar-se grandes vilãs. Podem nos prender num tempo que não existe mais e nos cegar para o que existe hoje na nossa vida.

O que eu aprendi pensando sobre isso? Se você tem um amigo que por algum motivo não pode mais conviver com ele, arrume uma maneira de se fazer presente na vida dele e vice-versa. (claro se isso fizer sentido para os dois lados, do contrário, não vá pedir esmola). Arrume tempo para ligar para ele, pra mandar um vídeo das suas férias, pra escrever um e-mail ou carta, para enviar uma reportagem que o fez lembrar dele e principalmente, pra contar daquele dia horrível ou daquela surpresa maravilhosa. Isso não detalhes que temos quando convivemos de verdade com alguém. Detalhes não ficam nas nossas recordações. Recordações são para coisas grandes, em momentos super bons ou difíceis, mas não são elas que mantêm a chama acesa. Convivência e intimidade são a lenha e o fogo para mantermos uma grande e valiosa amizade.

Quero finalizar dizendo que amizades podem não se perder no tempo e com a distância, desde que você faça algo a respeito desse nossos obstáculos.

Fazer amigos é difícil, mante-los dá bastante trabalho, mas não te-los é uma vida triste e vazia.

Fui.

27 de mai. de 2009

Reciclar é aprender, viver e fazer tudo de uma maneira diferente. Experimente!

Ontem fiquei pensando sobre reciclagem.

Reciclagem de papel, plástico, roupas, pensamentos, aprendizado, cursos...

Sempre que decidimos reciclar alguma coisa é porque nos damos conta de que aquilo que nós temos ou sabemos não nos serve mais como antes.

Se um papel não nos serve mais, fica encostado numa prateleira, juntando pó. Será que ele não podia embalar uma louça? Ou quem sabe servir de rascunho ou com um pouco mais de trabalho ou diversão tornar-se um papel novinho?

E as nossas roupas? Sabe aquelas que eu e você deixamos bem guardadas dentro de plásticos para alguma ocasião especial, para quando emagrecermos, para quando ficarmos grávidas, porque alguém que nos ama nos presenteou, porque gastamos uma nota, mesmo naquela super promoção daquela loja que amamos. Então, essa roupa você poderá encontrar um dia embolorada, com traça, amarelada, totalmente fora da moda. E enquanto ela ficava no seu armário, envelhecendo, outras pessoas perderam uma oportunidade de emprego porque não tinham a roupa certa pra usar. Algumas passaram algumas noite de frio porque você ficou com uma blusa gigante porque foi a sua avó que fez pra você quando você tinha 14 anos...

Eu infelizmente também faço isso muitas vezes. E por isso, me senti mal essa semana e resolvi doar. Doar sapatos, roupas, bolsas, biquínis, casacos tudo o que eu não usei mais de 1 vez nos últimos dois anos. Sabe porque? Porque me faz bem, porque eu posso comprar coisas novas das quais eu não enjoei ainda e deixar alguém feliz, aquecido, melhor arrumado, como eu.

E pra falar da nossa reciclagem mais íntima, conhecimento, pensamentos, maneira de agir, de ser, de crer... Bem, não vou ficar filosofando mas acho que a melhor solução é seguir o caminho das roupas. Reflita, não é porque você nasceu torto (ainda mais se você só percebeu isso agora) que você não pode desentortar, florescer. Sempre é possível. Algumas reciclagens exigem mais tempo e mais esforço, mas elas podem acontecer e trazer para a sua vida um excelente presente: uma nova perspectiva sobre muitos e muitos assuntos.

A minha reciclagem atual é aprender francês. E isso me leva todos os dias a um novo mundo, com outro tipo de pessoas e personalidades. Todos os dias eu descubro palavras novas, coisas em comum entre o português, francês, inglês e espanhol e percebo como sabemos tão pouco de todo o mundo que nós cerca.

E a sensação que eu tenho ao fim de cada dia, atualmente, é que eu estou mais leve, mais solta, mais aberta ao mundo. E pra mim, isso não tem preço.

RECICLAR é a PALAVRA do meu próximo mês.

Até. Mrobles.